quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

o café vienense...



Se treinarmos a nossa consciência, ela nos beija enquanto nos morde.
(Friedrich Nietzsche)


Na última semana o Rio de Janeiro foi alvo de uma das maiores ações das milícias de sua história. O resultado foi catastrófico, carros queimados, mortes gratuitas ( como se existissem as pagas ). Depois de muito hesitar, mas com grande empurrão da imprensa, Sérgio Cabral, que tinha como um dos slogans de campanha a diminuição da violência na cidade, teve sua fantasia narcísica de onipotência frustrada ao aceitar forças federais. O resultado foi igualmente catastrófico. A imprensa ganhou ibope. O governo perdeu popularidade, e a tropa de elite ganhou notoriedade. A população, como nunca, apoiando, contribuindo, vê, em cada esquina, um militar anônimo travestido de Capitão Nascimento. As pessoas morrendo, torcendo, comentando, apontando “queimem as bruxas!” “enforquem” “matem” “queimem” “enclausurem”, “castiguem, castiguem, castiguem”. E a polícia nem dorme tentando apagar o fogo e ver o que sobrou da mobília chamuscada. Os especialistas de segurança pública se levantam de seus escritórios e viram comentaristas de televisão assim como os ex-jogadores de futebol viram comentaristas de esportes, formando opiniões que são exaustivamente repetidas nas rodas de conversas dos intelectuais que apóiam a morte de traficantes enquanto fumam tranquilamente mais um cigarro de maconha. As assistentes sociais correm de um lado para o outro na defesa dos direitos humanos. Os advogados aproveitam para ganhar o seu quinhão para a ceia de natal com a família. Os delegados colocam as havaianas nas mãos e correm de um lado para o outro, como crianças que tocam a campainha e fogem assustados e excitados, ora se defendendo contra as acusações acerca da fragilidade do sistema penal, ora levando presidiários líderes do tráfico de um Estado para o outro, não sem antes se certificar, é claro, se os traficantes não estão esquecendo de levar seus respectivos celulares no bolso. Afinal, a tecnologia chegou para todos e o show não pode parar!
E enquanto tudo isso ocorre, enquanto as pessoas riem, choram, morrem os psicólogos assistem bestializados...
Ora, estava eu no domingo folheando uma Veja burguesamente alojada em uma cafeteria à espera do meu café vienense ou do meu namorado - o que chegasse primeiro -, quando me interessei pela reportagem de capa, nela havia entrevistas com criminosos assassinos dentre eles, por mérito próprio, o traficante. Lendo, eis que vi o que agora me parece óbvio: ora, é provável que a estrutura psíquica que demarca muitos dos homens cuja profissão envolve matar é perversa e nisso eu contextualizo o tráfico e outras categorias liberais fora-da-lei ( prefiro nem entrar no mérito de nossos “caveiras” do BOPE, porque esses são nossos “perversos bonzinhos”...).
Certo. Sabemos disso. E daí? O que sabemos nós, psicólogos, das tramas políticas? O que temos a ver com a polícia? No limbo da ignorância, lavamos as nossas mãos, nos eximimos de nossa profissão, de nosso conhecimento e sentamos nas arquibancadas da sociedade assistindo o “Rio pegar fogo pra comer traficante frito” ora incriminando um, ora defendendo outro, e isso se considerarmos os psicólogos que assistem aos jornais porque outros tantos estão tão ocupados se afogando nos mares dos artigos que afirmam com uma ponta de orgulho “é, eu ouvi falar... não tenho tempo nem gosto de assistir televisão ou ler jornal. A mídia manipula. Eu sou um homem muito ocupado”. Para vocês, doutores, faço das palavras do pequeno príncipe, minha paráfrase “Os senhores não são psicólogos, são cogumelos!”. E para aqueles tantos outros de minha futura classe profissional que pensam, que elucubram hipóteses, eu lhes pergunto “como podemos ver esse fenômeno social dentro de nossa campo?”
Como pensar é um bom começo, comecei eu a pensar com os meus botões, para que serve o código de leis sociais para um perverso? Todos nós podemos ter uma idéia. Oras, a mente de criminosos dessa categoria pode se equiparar, por exemplo, com Jack, o estripador, de Londres de 1988 ou, quem sabe, com o célebre personagem Haniball do filme “O Silêncio dos Inocentes”. Os alvos são diferentes, mas a estrutura é a mesma. Nossos matadores nacionais matam por queima de arquivo, por retaliação, por sobrevivência, por via das dúvidas, mas parecem se incomodar com isso tanto quanto os que matam sem exigir qualquer remuneração pecuniária... Afinal, fazer o mal é um mero acidente de percurso, não um ato recriminável.
 E as leis jurídicas? Dentro de meu conhecimento como cidadã brasileira, sei que o sistema prisional deveria funcionar como um órgão de reabilitação ( entro aqui em outra problemática para quem quiser ser o primeiro psicólogo a ganhar o Nobel Paz: “reabilitação de perversos em três passos simples” ). O sistema prisional, contudo, não reabilita, apenas funciona como um órgão meramente punitivo, em uma relação igualmente infrutífera porque se nós, povo, nos sentimos vingados, eles perversos se sentem vingativos, em um mecanismo retroalimentativo infindo. Para o perverso a relação de culpa e castigo inexiste. Vigiar e punir, vigiar e punir, mais punir que vigiar... Sabemos nós do limite entre mal e o bem que se funde no fundo do baú de nosso psiquismo. Para o bem existir, o mal é necessário. A psicanálise nos indica que se um perverso mata e é pego, não sente remorso. A lógica não é “perdoai, pai, porque pequei”, a lógica é “me arrependo porque fui pego, da próxima vez, isso não vai mais acontecer”. De próxima vez em próxima vez, eles vão elaborando mecanismos mais eficientes de efetuar seus crimes. E a pergunta a fazer aos psicólogos é... o que fazer com nossos perversos com seus celulares dentro das cadeias comandando o exército do pobretariado, nossas crianças, nossos adolescentes, nosso povo se arriscando traficando, vendendo e fumando em troca de prestígio, proteção e um pouco de dinheiro?
Mais que isso... o que vamos fazer conosco, neuróticos, que defendemos o uso de drogas nas rodas universitárias, mais que isso, usamos drogamos, fazemos passeatas para a regulamentação da profissão de traficante ops... pela legalização da maconha? E quando o circo pega fogo culpamos a polícia e o governo, que escolhemos nas urnas? O que fazer conosco que pagamos pegas armas que nos matam? Que armamos o palco do circo da política, das desigualdades sociais, da guerra civil que nos devora ao mesmo tempo em que nos beija? Dia após dia, usamos a miséria para sustentar nossas discussões cults que alimenta a nossa vida burguesa de ler Veja enquanto esperamos confortavelmente alojados em uma poltrona por um café vienense.

Renata Cristina Façanha de Meneses

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Novembro 2010 no TJA








Novembro 2010 no TJA





Theatro José de Alencar - TJA
Centro de Artes Cênicas do Ceará -Cena (anexo TJA)




2010 Ano Cem do TJA




Horários de funcionamento
TJA Praça José de Alencar, s/n, Centro
Cena (anexo TJA) rua 24 de Maio, 600, Centro
Terça à sexta a partir das 8h – sábados, domingos e feriados a partir das 13h



Cantina do Muriçoca
terça à sexta a partir das 8h; sábados e domingos a partir das 16h
De terça à sexta, também com serviço de almoço



Bilheteria terça à sexta das 13h às 17h. Havendo espetáculo com bilheteria (terça a domingo, feriados inclusos), das 13h até 30 minutos antes do início do espetáculo




telefones
Número para incluir em serviço de matérias sobre o TJA (terça a domingo)
3101.2583 portaria Praça José de Alencar/bilheteria

outros telefones
3101.2566 pauta e produção 3101.2568 administração
8733.8417 administração (Sileda Franklin) 8733.8418 direção (Izabel Gurgel)




Assessoria de Comunicação Secult Bianca Felippsen 8878.8805 bianca@secult.ce.gov.br
Atendimento à imprensa TJA Kiko Bloc-Boris 8892.1195 kikobb@gmail.com








Série Camarins Abertos
Até 19 de dezembro
Pequenas mostras temáticas nos camarins do porão, sob o palco principal. Em cartaz no camarim 01, parte do acervo (figurinos, fotos, publicações etc.) do Palhaço Trepinha, o mais antigo em atividade no Ceará.
Visitação gratuita de terça à sexta (8h às 12h – 14h às 17h) – sábados, domingos e feriados (14h às 17h).



Artes Plásticas na Galeria Ramos Côtoco
Até dia 16
Crispim expõe esculturas. Visitação de terça à sexta a partir das 8h – sábados, domingos e feriados a partir das 13h. Sempre até a última atividade do dia no TJA e Cena (anexo TJA)
Grátis Livre



Visita Espetacular
Até dia 18
Visita guiada + espetáculo O Segredo de Cocachim
Uma realização conjunta do Instituto Teatro Público e TJA todas as terças e quintas, 9h e 15h, no Teatro Morro do Ouro. Para escolas previamente agendadas



Teatro & Dança – 100 Anos do TJA
Ingresso: o1 livro novo ou usado

1. Coreógrafo e bailairino cearense Cláudio Bernardo dirige em Bruxelas, Bélgica, Cia. As Palavras – 15 Anos em 2010.
Cláudio Bernardo dança Identificação de Uma Mulher dias 5 e 6, às 20h

2. O Idiota, uma novela teatral de Dostoievski, com a Cia. Mundana (São Paulo)
Ator cearense Aury Porto interpreta O Idiota

Sessões dias 14 e 15, 18h – dia 17, 19h



Músicas do Mundo
Ingresso: 01 livro novo ou usado

Dias 5 e 12 no Pátio Nobre
Lúcio Ricardo e convidados

Dias 18 e 19 no foyer
Sempre no meu coração – Recital duo Ayla Maria e Raimundo Arrais e músicos convidados

Dia 24 no palco principal
Violonista Nonato Luiz

Dia 25 no palco principal
Orquestra Eleazar de Carvalho com maestro convidado: Craig Fuchs; (EUA)
Ayla Maria e Raimundo Arrais


Escola Livre de Artes Cênicas do TJA
Formação em Artes Cênicas
ESTÁGIO LUZ E CENOGRAFIA COM EQUIPE DO ESPETÁCULO O IDIOTA
03 vagas para cada área – estágio ao longo da montagem e durante as
três apresentações (dias 14 e 15, 18h – dia 17, 19h). Encontro com os responsáveis pelo estágio dia 8, 14h. Pré-inscrição com Tito ou Ana Marlene no Cena (anexo TJA) mediante doação de 01 livro novo ou usado.



OFICINA COM O BAILARINO E COREÓGRAFO CLÁUDIO BERNARDO
De 7 a 17 de novembro. 20 vagas para alunos e professores de escolas de dança (cursos e escolas públicos e gratuitos)



OFICINA CRIAR TEATRO
com o ator, dramaturgo e encenador português Hélder Costa.
23 de novembro a 3 de dezembro 15h às 19h Total: 40h/aula 25 vagas
* sem aula na segunda-feira, dia 29

Saiba mais sobre Hélder Costa
Diretor e fundador do Grupo de Ação "A Barraca” há 35 anos, com larga experiência na formação de grupos teatrais. Nos anos 70, ao lado do dramaturgo Augusto Boal, funda em Paris o Teatro Operário.

CRIAR TEATRO enfocará três itens na formação do ator/diretor:
1-Libertação dos participantes para o caminho do ator
(Vários exercícios físicos e vocais)

2- Início da aprendizagem dramatúrgica:
(contar histórias/anedotas/exercícios para situação de conflito/memória afetiva/comentar notícias do dia, contar histórias com começo, meio e fim, defendendo o fio dramatúrgico do texto)

3-Trabalho sobre o texto “A Herança Maldita”, de Augusto Boal - apresentação em leitura espetáculo no final da oficina

Inscrições no Cena (anexo TJA) de terça à sexta (a partir das 9h)

Por gentileza, confirme atendimento antecipadamente por telefone com Tito ou Ana Marlene 3101.2567




Novembro



Programação dia-a-dia

terça, 02
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4



quarta, 03
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Viagem ao Fundo do Mar
Festival de Dança - Colégio Espaço Aberto
19h Palco Principal
R$ 10 R$ 20 *meia para todos
Livre 750 lugares saiba mais: 8736.3988

Prisão sem muros
Grupo de Teatro Pregando Peças
19h Teatro Morro do Ouro
para convidados
14 anos 90 lugares saiba mais: 8648.1320 9148.1346



quinta, 04
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Papoula
Cia. Artes Cínicas de Teatro - Tauá/Ce
19h Teatro Morro do Ouro
Grátis 14 anos 90 lugares saiba mais: (88) 9915.8406



sexta, 05
Dia da Cultura
Programação gratuita
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h

Músicas do Mundo
Lúcio Ricardo e convidados
18h30 pátio nobre Livre

Identificação de uma mulher
Solo de Cláudio Bernardo
Cia. As Palavras (Bélgica)
20h palco principal
Ingresso: 1 livro novo ou usado 14 anos

Papoula
Cia. Artes Cínicas de Teatro - Tauá/Ce
19h Teatro Morro do Ouro
Grátis 14 anos 90 lugares saiba mais: (88) 9915.8406



sábado, 06
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Preciso dizer que te Amo
Teatro Morro do Ouro
19h30 Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 90 lugares 14 anos saiba mais: 8701.4479

Identificação de uma mulher
Solo de Cláudio Bernardo
Cia. As Palavras (Bélgica)
20h palco principal
Ingresso: 1 livro novo ou usado 14 anos

Acústica e Movente
Cabaret com a cantora Marta Aurélia e músicos convidados
20h foyer
R$ 5 e 10 14 anos 120 lugares

Festa Halloween
23h no Jardim
18 anos
saiba mais: 9919-8015



domingo, 07
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

TJA Criança
Uma rapadura, 3 atores & uma história
17h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 Livre 90 lugares saiba mais: 8865 6458
Doe 1 livro não didático e pague meia

V Festival Nacional de Choro e Turnê Choro Carioca
Palco Principal
15h Concerto Didático - grátis
19h R$ 1 (um real) Livre 750 lugares
saiba mais: (21) 8273.6978



Segunda, 08
Encontro Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho
20h Palco Principal
para convidados 750 lugares
saiba mais: 3261 6600 8891 0509



terça, 09
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

III Festival de Arte e Cultura - Colégio Irmã Maria Montenegro
19h Palco Principal
R$ 10 R$ 20
Livre 750 lugares saiba mais: 4008.6750



quarta, 10
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Ensaio Aberto
Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho
9h palco principal
Grátis Livre 750 lugares

Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
Fundação Itaú Social e Ministério da Educação
19h palco principal
para convidados

Prisão sem muros
Grupo de Teatro Pregando Peças
19h Teatro Morro do Ouro
R$ 2 e 4 (meia para todos) 14 anos saiba mais: 8648.1320 9148.1346



quinta, 11
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Literartes
XI Festival de Arte e Cultura Colégio Maria Ester 1
19h Palco Principal
R$ 10 e 20 (meia para todos) Livre 750 lugares saiba mais: 3245.2892



sexta, 12
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Músicas do Mundo
Lúcio Ricardo e músicos convidados
18h30 pátio nobre
Grátis livre





sábado, 13
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Série Camarins Abertos
Camarim 01: expõe o acervo (figurinos, fotos, publicações etc.) do Palhaço Trepinha, o mais antigo em atividade no Ceará.

Preciso dizer que te Amo
Teatro Morro do Ouro
19h30 Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 90 lugares 14 anos
saiba mais: 8701.4479



Acústica e Movente
Cabaret com a cantora Marta Aurélia e músicos convidados
20h foyer
R$ 5 e 10 14 anos 120 lugares



domingo, 14
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

TJA Criança
Uma rapadura, 3 atores & uma história
17h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 Livre 90 lugares saiba mais: 8865 6458
Doe 1 livro não didático e pague meia

O Idiota
Uma novela teatral de Dostoievski. Cia Mundana de Teatro (SP)
18h em vários espaços
01 livro novo ou usado 16 anos 150 lugares



segunda, 15
O Idiota
Uma novela teatral de Dostoievski. Cia Mundana de Teatro (SP)
18h em vários espaços
01 livro novo ou usado 16 anos 150 lugares



terça, 16
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Visita Espetacular
9h e 15h Teatro Morro do Ouro
* escolas agendadas



quarta, 17
Programação gratuita – Em cartaz desde 1999
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h Visita Guiada ao Theatro

10h Visita Guiada pelo bailarino Hugo Bianchi
12h no saguão: Grupo de Acessibilidade apresenta Banda Acesso
14h às 16h no saguão: Sahara, ensaio fotográfico de Yhasmina García

15h no foyer: Debate a partir do espetáculo O Idiota, uma novela teatral de Dostoievski, com a Cia. Mundana (SP)

17h na calçada: Confia em Mim/sapateado. Coreografia: Brino Correia

18h na calçada e saguão: Hora do Ângelus
Tenor Franklin Dantas canta Ave Maria
+ Chuva de pétalas de flores com alunos do Curso Princípios Básicos de Teatro
+ Camerata Eleazar de Carvalho



O Idiota
Uma novela teatral de Dostoievski. Cia Mundana de Teatro (SP)
19h em vários espaços
01 livro novo ou usado 16 anos 150 lugares

Prisão sem muros
Grupo de Teatro Pregando Peças
19h Teatro Morro do Ouro
R$ 2 e 4 (meia para todos) 14 anos saiba mais: 8648.1320 9148.1346



Quinta, 18
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Músicas do Mundo
Sempre no meu coração – Recital duo Ayla Maria e Raimundo Arrais e músicos convidados
18h30 no foyer
Grátis Livre 120 lugares



Sexta, 19
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Músicas do Mundo
Sempre no meu coração – Recital duo Ayla Maria e Raimundo Arrais e músicos convidados
18h30 no foyer
Grátis Livre 120 lugares

Show Synthesis
Escola de Canto Maninha Motta
20h no Palco Principal
livre 750 lugares R$ 10 e 20 Saiba mais 9634.9284 8728.7993



Sábado, 20
Visita Guiada ao Theatro
13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Série Camarins Abertos
Camarim 01: expõe o acervo (figurinos, fotos, publicações etc.) do Palhaço Trepinha, o mais antigo em atividade no Ceará.

O Jesuíta
Grupo Arte de Viver
18h e 20h Palco Principal
R$ 10 e 20 12 anos 750 lugares
Saiba mais 85 9104 3360 85 8759 5866

Preciso dizer que te Amo
Teatro Morro do Ouro
19h30 Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 90 lugares 14 anos
saiba mais: 8701.4479

Acústica e Movente
Cabaret com a cantora Marta Aurélia e músicos convidados
20h foyer
R$ 5 e 10 14 anos 120 lugares



Domingo, 21
13h, 14h, 15h, 16h
Visita Guiada ao Theatro

TJA Criança
Uma rapadura, 3 atores & uma história
17h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 Livre 90 lugares saiba mais: 8865 6458
Doe 1 livro não didático e pague meia

O Jesuíta
Grupo Arte de Viver
18h e 20h Palco Principal
R$ 10 e 20 12 anos 750 lugares Saiba mais 85 9104 3360 85 8759 5866



Segunda, 22
O Jesuíta
Grupo Arte de Viver
20h Palco Principal
R$ 10 e 20 12 anos 750 lugares Saiba mais 85 9104 3360 85 8759 5866



Terça, 23
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Festival Jovens Talentos
Cia. de Música e Arte Liliana Almeida
19h no palco principal
750lugares grátis Saiba mais: 9997 8166

Ricardo Guilherme – 40 Anos de Teatro
Bravíssimo (solo de teatro)
19h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 16 anos 90 lugares



Quarta, 24
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Série Camarins Abertos
Camarim 01: expõe o acervo (figurinos, fotos, publicações etc.) do Palhaço Trepinha, o mais antigo em atividade no Ceará.

Músicas do Mundo
Violonista Nonato Luiz
20h palco principal
01 livro novo ou usado livre 750 lugares



Quinta, 25
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14, 15h, 16h R$ 2 e 4

Músicas do Mundo
Dia 25 no palco principal 19h
Orquestra Eleazar de Carvalho com maestro convidado: Craig Fuchs; (EUA)
Ayla Maria e Raimundo Arrais

As Bondosas
Comédia da Cia. Lua de Teatro
19h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10
90 lugares 14 anos



sexta, 26
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

III CTEC – Ciência Tecnologia Esporte e Cultura - História Viva
Colégio 21 de Abril
18h Palco Principal para convidados 750 lugares saiba mais: 85 4006-0800





sábado, 27
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14h, 15h, 16h R$ 2 e R$ 4

Proposições e Mostra de Solos e Duos
Centro de Experimentação em Movimento - Cem
16h às 18h vários espaços 14 anos grátis
saiba mais: 8855 8806

Preciso dizer que te Amo
Teatro Morro do Ouro
19h30 Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 90 lugares 14 anos
saiba mais: 8701.4479

Acústica e Movente
Cabaret com a cantora Marta Aurélia e músicos convidados
20h foyer
R$ 5 e 10 14 anos 120 lugares

Festival da Academia 07 de Setembro
17h30 O Quebra Nozes
20h Oceanic
palco principal 750lugares
R$ 16 e 32 Saiba mais: 9103 5065 9135 7636





Domingo, 28
Domingueira no Theatro
Programação gratuita – Em cartaz desde abril de 2007

13h, 14h, 15h, 16h Visita Guiada ao Theatro

16h Visita guiada ao jardim por Vilani Moreira Barbosa, conhecedora da flora do Centro

16h Passeio de bicicleta Viva o Centro. Guia: historiador Paulo Probo

16h às 18h vários espaços
Proposições e Mostra de Solos e Duos
Centro de Experimentação em Movimento - Cem



TJA Criança
Uma rapadura, 3 atores & uma história
17h Teatro Morro do Ouro
R$ 5 e 10 Livre 90 lugares saiba mais: 8865 6458
Doe 1 livro não didático e pague meia

Festival da Academia 07 de Setembro
17h30 O Quebra Nozes
20h Oceanic
palco principal 750lugares
R$ 16 e 32 Saiba mais: 9103 5065 9135 7636



Terça, 30
Visita Guiada ao Theatro
8h, 9h, 10h, 11h + 13h, 14, 15h, 16h R$ 2 e 4

Escola de Ballet Sheilla Prado
16h e 19h Palco Principal
R$ 10 e 20 Livre 750lugares
saiba mais: 8670.2545






Theatro José de Alencar
Praça José de Alencar, s/n, 60033-976
Centro de Artes Cênicas do Ceará - Cena
(anexo à edificação histórica):
Rua 24 de Maio, 600, 60020-000 Fortaleza, Ceará, Brasil
Telefones: (85) 3101.2596 3101.2603
www.secult.ce.gov.br tja@secult.ce.gov.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mike Stilkey















Garimpando na internet, encontrei o trabalho desse artistas: Mike Stilkey.
Para quem se interessados fica o endereço do site.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Para Pensar: Questões sobre Psicanálise e Epistemologia

Pessoal,
seguem abaixo as questões referentes à atividade que foi pedida na última aula de Psicanalise (12/05). Na postagem anterior há dois textos de epistemologia que podem ajudar vocês.
Boa Sorte!!!
Abraço!!!!!
=)

01. Comentem a partir dos textos iniciais a respeito da história da psicanálise, o(s) fato(s) que mais tem lhe intrigado. O que você está pensando das idéias iniciais do Freud e do contexto da época acerca da loucura, da sexualidade, o que os textos estão fazendo você pensar, no que concorda, discorda até agora?

02. A partir dos textos sobre epistemologia da psicanálise, em que lugar você situa a teoria psicanalítica: é ciência natual, exata, não é ciência?

Ah!!! quase me esqueço!
Podem pesquisar na internet também
no Scielo tem esses artigos:

http://search.scielo.org/?q=epistemologia%20psicanalise&where=SCL

TEXTOS PARA A ATIVIDADE -- Psicanálise e Epistemologia: Hilton Japiassu e Antônio G.Penna


[...] o relato do sonho não pode ser cortado de sua referência à atualidade psíquica do sonho. É por isso que, ao invés do termo comportamento de relato, talvez fosse preferível e mais correto falarmos de conduta de relato, porque o termo conduta tem a vantagem de realçar a conexão mais ou menos específica com o fato mental. [...] podemos dizer que o estudo psicológico de uma conduta de relato faz a conjunção de duas perspectivas epistemológicas distintas: a) a primeira perspectiva é a da “objetividade exterior”, em principio acessível a todos (como a objetividade do físico: o relato, como porção de linguagem e como texto, está presente; cada um não é somente seu autor, pode tomar conhecimento dele; b) a segunda é da “intersubjetividade”, isto é, a de uma comunicação realizada entre sujeitos dotados de vida mental e capazes de evocar, no outro, algo de seus conteúdos mentais (JAPIASSU, 1982, p. 107).

[...] A objetividade cientifica consiste, do ponto de vista dos sujeitos humanos que fazem a ciência, nessa intersubjetividade, em princípio, universal (admitida e controlada por todos). É justamente a necessidade da intersubjetividade universal que se faz sentir com o esforço de estabelecimento e constituição de um conhecimento cientifico. E é quando conseguimos definir uma identidade de relação intelectual entre todos os sujeitos humanos e o mesmo objeto, que podemos falar de objetividade cientifica. Por conseguinte, essa objetividade coincide necessariamente com a intersubjetividade universal da relação dos sujeitos com o objeto. E é por ser universal, que não podemos deixar de levar em consideração esta intersubjetividade para nos atermos somente ao lado ou ao conteúdo afetivo do objeto. A universalidade da intersubjetividade libera o dado (o conteúdo) de sua “subjetividade” para estabelecê-lo em sua positividade cientifica pela experiência direta de todos. É o que ocorre com a observação de um gesto ou de um comportamento, no sentido behaviorista. (JAPIASSU, 1982, p. 108).

A psicanálise veio mostrar que há outro tipo de intersubjetividade podendo subsistir aquém ou instaurar-se distintamente além desse estatuto universal de intersubjetividade. [...] é preciso que se reconheça que, a partir do momento em que determinado paciente relata seus sonhos ao seu analista, a intersubjetividade que entre ambos se estabelece não é idêntica àquela oriunda da observação feita pelos dois sobre sonho. Na verdade, somente o paciente vivenciou o sonho que ele relata. [...] Trata-se, no caso presente, de uma intersubjetividade particular, e não mais universal. E é este tipo de intersubjetividade que a epistemologia leva em conta para estudar psicologicamente as condutas de relato [...] dito isto, cremos poder chegar a uma primeira conclusão: não se pode mais negar que com Freud, tenha surgido um novo tipo de objetividade psicológica. [...] trata-se de uma objetividade que pressupõe objetividade particular (JAPIASSU, 1982, p. 108-109-111).

JAPIASSU, Hilton. Introdução á epistemologia da psicologia. Rio de Janeiro: Imago, 1982.


Parece encontrar grande aceitação, entre analistas e especialista em teoria psicanalítica, a tese de que a psicanálise nada tem a ver com a psicologia. Seriam tipos de conhecimentos incidindo sobre objetos diferentes e operando com metodologia diversa, diversos, por igual, sendo os fundamentos epistemológicos sobre os quais se apoiariam. Assim, por exemplo, a psicologia reivindicaria a condição de ciência, a condição que, por sua vez, a psicanálise descartaria, optando até por certa aproximação com a filosofia. O objeto da psicologia seria a consciência, agora, mais do que nunca, resgatada até pelos neurocientistas como R. Sperry. Quanto à psicanálise, seus procedimentos de pesquisa se centrariam na investigação do inconsciente. No que se refere à metodologia, a reivindicação da psicologia apontaria para o método experimental, enquanto a psicanálise optaria pelos procedimentos interpretativos. Quanto à fundamentação epistemológica, a psicologia a teria encontrado, predominantemente, no positivismo, com um enraizamento histórico em Hume, enquanto a psicanálise se apoiaria na hermenêutica, representada, inclusive, por P. Ricoeur.
(...)
Ricoeur, em seu texto “Le Conflit des Interpretations”, no capítulo dedicado ao estudo entre a hermenêutica e a psicanálise, afirma que, graças a Marx, Nietzsche e Freud, alargou o significado da dúvida que, em Descartes, era exercida com bastante eficácia  em relação à própria consciência. Afinal, como observou Descartes, se eu duvido, eu penso, eu penso, e se eu penso, então existo. A existência, então, da consciência, ficava assegurada, em oposição à do mundo físico que, na verdade, se poderia revelar ilusória. Em função de sua transparência, por outro lado, a consciência poderia oferecer-se em condições privilegiadas para estudo. Pois, o que os três grandes mestre da suspeita fizeram foi mostrar que a consciência de modo algum escapa da dúvida. Também o conhecimento de que ela propicia dela mesma pode ser inteiramente falso. O recurso para o desmascaramento seria a reflexão crítica, graças à qual rejeita-se o que se propõe como evidência factual em favor do que se oculta, este possivelmente até insinuando pelo que se mostra. Bem examinado, o procedimento não era estranho aos que se propuseram em investigar o mundo físico. Também aqui, o que se descobriu foi o caráter falso do dado, impondo-se como melhor estratégia a busca do que se encobre. Talvez no processamento dessa mudança, a experiência dos fenômenos ilusórios tenha desempenhado papel relevante. A hipótese que proponho, sobretudo, privilegia a ilusão do movimento induzido que terá incentivado a passagem da concepção geocêntrica para a concepção heliocêntrica. Efetivamente, na ilusão mencionada, o que se percebe em movimento, revela-se destituído dele, enquanto o que se percebe em repouso mostra-se em movimento. A concepção geocêntrica teria sido produzida pela aceitação do dado ilusório, ou seja, o sol girando em torno da Terra. A dúvida sugerida pela experiência ilusória teria, então, conduzido à concepção oposta.
(...)
Pessoalmente creio que os trechos citados, de modo algum, excluem a mobilização do método de observação. Claro que o inconsciente não se apresenta diante de nós como se revela um fenômeno. De qualquer modo, as lacunas, as brechas, essa são observadas. E isso quer me parecer de extrema relevância para efeito de se conhecer o inconsciente. Como nesse  particular assinala muito bem Narot, o trabalho essencial é o de escuta. Descarta-se qualquer contato físico, tanto quanto se exclui qualquer preocupação com a expressão gestual do analisando. “E por princípio: a transformação freudiana institui a exclusão do visível comportamental (ao qual a psiquiatria, a psicologia, a psicossociologia permaneciam ligadas) em favor do invisível, do fantasma  e da palavra.” Tudo isso, entretanto, não implica redução da observação. Nesse sentido, então, não se mostra a psicanálise radicalmente afastada da psicologia. Quando muito se poderia dizer que a psicanálise privilegia um tipo de observação que se fundamenta na “escuta”, conseqüentemente ressaltando a importância da linguagem enquanto a psicologia acadêmica, fiel a uma tradição grega, exaltou a observação pelo olhar mas nunca recusando também na “escuta” pois que, afinal, esta a forma de comportamento que alcança maior índice de freqüência no ser humano como muito bem resaltou o grande Mowrer em seu discurso ao assumir nos idos de cinqüenta a presidência da Associação Americana de Psicologia.

PENNA, Antônio Gomes. Psicanálise e Psicologia. Freud, as ciências humanas e a filosofia. Rio de Janeiro: Imago, 1994

terça-feira, 11 de maio de 2010


"Seduziste-me, Senhor; e me deixei seduzir! Dirás então ao povo: Oráculo do Senhor: Eis que vos coloco na encruzilhada dos caminhos da vida e da morte."

JEREMIAS 20,7; 21,8


Começo com essa frase bíblica, o que por si só traz para mim cem anos de pecados e azar de mil espelhos quebrados, pois esta Mulher que homenageio aqui já nasceu com as marcas indeléveis da sexualidade, do prazer, da perversão e do sadismo. Uma mulher, de corpo tão pecaminoso (e irresistivelmente sedutor) já nasceu automaticamente excomungadada seja da ciência, seja da religião. Mas não é culpa dela, afinal, a psicanálise, não tem Deus no coração porque não tem coração para colocar Deus.

A psicanálise não se adéqua, já nasceu como uma peça sem encaixe feia, suja e só. Aliás, só não! Afinal, a Psicanálise foi ninada por muitas mães, a filosofia, as artes, a literatura, e é feita por pedaços de todas elas, como um monstro. Frankstein, ameaçado pelo grande pai, a neurologia, esta foracluída já em um Édipo precoce à moda Klein.

A psicanálise não se identifica com o pai, se identifica com a mãe, é castrada, é faltosa, pertence aos melindres do feminino. Sedutora, forte, perigosa, nossa mulher balzaquiana, contudo não é um humano, é um monstro feito de pedaços da mãe. A psicanálise, assim, não pode ter uma estrutura psicótica, ao contrário, parece ser uma neurótica, pois muitas vezes a flagro perguntando sobre aquele quem somos e aquela quem é. Outras vezes, deparo com uma psicanálise perversa que brinca com o nosso desejo de saber quem somos e saber do Outro, desse grande Outro, responsável pelos grandes dramas humanos. Afinal, o que quer a psicanálise? Quer nos dividir? Quer nos responder? A psicanálise explica? Explica o quê?

A Psicanálise não teve Édipo nem "é" Édipo. O Édipo somos nós. A psicanálise é Esfinge, que pergunta: Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?

Talvez o nosso Édipo tenha respondido, mas nunca vencemos a Esfinge, esta Esfinge que se fingiu vencer para, mais na frente, fornecer-nos enigmas indecifráveis. Indecifráveis para nós, alunos, estudantes de psicanálise, investigadores da Esfinge. Nós, que não nos damos por satisfeitos apenas em dar um nome ao bicho, não, essa pergunta já foi há muito respondida no começo de nossa caminhada enquanto humanos. A Esfinge agora nos lança um novo enigma, agora, quer que respondamos sobre a criança que carregamos conosco e que tem quatro pernas mesmo quando temos apenas três. Essa criança, a nossa grande falta interior.

Se a esfinge pergunta a todo minuto pela criança, nós perguntamos pelo Desejo, sempre pelo desejo de outra coisa, perguntamos sobre a falta, falta de quê? Aí depende. Falta-me, agora, respostas. A Falta, grande buraco feito no meio do Tudo e do qual nossa existência é sua medida exata.

Que considerações fazer sobre tantos buracos? Terríveis no asfalto, imprescindíveis a nossa existência!